Change is Good: O processo da mudança de empresas e suas marcas

Sabemos que não é fácil mudar. Mudar é se arriscar, sair da zona de conforto, ir para um mundo desconhecido, investir no incerto. Pode ser um passo mais próximo do fracasso como pode significar sobreviver ou alcançar o topo.

Ao longo de 10 anos da Latte, conhecemos diversos empreendedores nos mais variados estágios de seus negócios: na fundação, no sucesso dos primeiros anos, na consolidação de outros muitos, empresas estagnadas e outras em crise. Ao analisar cada história, cada empreendedor, cada produto ou serviço, vimos alguns fatores que favorecem ou atrapalham na mudança e sua evolução. E isso não somente no seu branding, mas em algo mais profundo, do negócio e seus líderes. Eis alguns pontos:

Se você não está disposto a mudar, nada vai mudar.

Presenciamos muitos empreendedores que sabiam que tinha que mudar algo mas no fundo, láaaa no fundo, não queriam. Ninguém vai convencê-lo de mudar. Sua mente estará conduzida a renegar qualquer sugestão, por melhor que seja. Todas as tomadas de decisão vão se direcionar para ser o que sempre foi.

A mudança só começa quando vem de dentro para fora. O branding só espelha isso da melhor forma.

Quem tem medo do risco e da mudança nunca deveria empreender.

Muitas pessoas que têm medo de arriscar, mudar de marca, produto, posicionamento, atuação, etc. não percebem que seu protecionismo ao risco o coloca numa situação ainda mais arriscada. Sua empresa vai ficando no passado e nada acontece, os resultados pioram. E neste cenário, muitos líderes acabam focando mais na dor e no esforço de manter a empresa do jeito que está do que em melhorá-lo. O mercado é volátil e está em constante transformação, tem que agir rápido e mudar sempre quando for necessário.

Ok. Decidiu mudar. Dá-se andamento ao projeto de branding. As vezes brincamos que nos projetos de naming e marca, definimos o nome e a cara do filho dos outros. É um jeito carinhoso de alertar a nossa equipe sobre o tamanho da responsabilidade na criação. Mas quando o empreendedor leva isso ao pé da letra, pode ser um problema.

Empresa não é filho.

Muitos, principalmente na fundação da empresa, têm um apego emocional desproporcional à necessidade do negócio. Geralmente são empresas que nascem do sonho pessoal de ter independência e liberdade, as vezes pelo status de ser dono, e não de uma oportunidade no mercado. “Living in a dream”. Esperam que nome ou marca faça seu olho brilhar, o coração palpitar, como se fosse um filho a nascer. Ou que aquela marca que já existe mas está datada é a marca da vida e ponto final.

Só que… veja bem! Você não escolhe o nome do seu filho (de verdade) vendo se tem algum outro nome parecido na concorrência, se ele transmite a mensagem correta sobre o que vende, se tem possibilidade de registro no INPI etc. Filho não precisa dar lucro. Cuidar do filho é um legado para vida inteira, mas do negócio não necessariamente. Se for um fracasso, você mata a marca, mata o negócio. Com filho não se pode fazer isso. Portanto: empresa não é filho.

Ou seja, não avalie as mudanças visuais somente pelo aspecto emocional. Um negócio tem muitos outros fatores que influenciam na decisão da escolha de um nome, marca ou identidade visual. Olhe para o mercado, não olhe só para si mesmo.

Ninguém vai consumir o seu produto ou serviço só porque tem um nome ou marca legal.

Vale lembrar que branding não salva nenhum negócio sozinho. Vimos casos onde o empreendedor se apega muito a uma marca incrível, embalagem maravilhosa, e o produto principal se torna secundário. Na verdade, é um conjunto de fatores que combinados impulsionam os resultados.

Por exemplo, reformulamos uma embalagem e suas vendas aumentaram em 30%. Mas isso só aconteceu porque, além da evolução de seu layout, o produto já era bom, com preço coerente, colocado em área privilegiada da gôndola, além da divulgação em si. Sua marca já estava estrategicamente posicionada para atuar numa brecha de mercado, e colocá-lo em destaque favoreceu as vendas.

Bom, falar é fácil, mas e a Latte? O que já mudou e o que está mudando?

Em nossa trajetória, a estrutura e posicionamento foi sempre flexível. De 1 foi para uma equipe de 12 pessoas, testamos organizações e processos diferentes, e lapidamos a todo momento. Também testamos prestar outros serviços, mudamos uma vez de marca e 3x o site. Mudamos o tom de voz, a forma como lidamos com os clientes. Tiveram ações que deram certo, outras nem tanto. E assim prosseguimos evoluindo. Pode ser positivo, pode ser que não, mas esse é o jogo. A probabilidade é ficar cada vez melhor com a experiência e maturidade.

Change is Good.

 

A Latte Design pode te auxiliar no processo da mudança de marca e identidade visual, tanto em consultoria como na criação. Que tal marcarmos uma conversa? Fale conosco!

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